Capelania das Comunidades Africanas de Língua Portuguesa

Contactos:

  • Pe. Andrew Prince
  • Morada: Rua de Santo Amaro à Estrela, 51, 1200-801 Lisboa
  • Telf: 21 393 30 00, 91 383 08 28, 96 297 83 08

http://www.vozdaverdade.org/site/index.php?cont_=ver2&id=4718

A capelania dos africanos insere-se no apoio dos Missionários Espiritanos aos imigrantes desde os inícios dos anos 80. Com o decorrer dos anos e com o fluxo imigratório em Portugal, sentiu-se a necessidade duma reorganização da atividade pastoral junto dos imigrantes.

Assim foi nomeado em 1982 um sacerdote, o Padre Afonso da Cunha Duarte, responsável pelas comunidades africanas, principalmente PALOP. Em 1992, foi criado o CEPAC (Centro Padre Alves Correia), uma Instituição Particular de Solidariedade Social que presta ajuda material aos imigrantes africanos em dificuldades. Quando o Padre Veríssimo Teles foi nomeado capelão e diretor do CEPAC, a capelania esteve durante muito tempo ligada com esta instituição tendo assim uma vertente de apoio pastoral e social aos imigrantes.

A capelania conheceu ainda mais três capelães, que são os Padres Guimbo, Gaudêncio Sangando e Dex-Steve Goyeko, todos da Congregação do Espírito Santo.

 

Atividades

Ao longo dos anos, a capelania dos africanos tem vindo a adaptar-se com as várias circunstâncias em que a situação da imigração a levou tendo sempre como prioridade o apoio aos imigrantes, já não somente do PALOP, mas também de outras comunidades africanas. Este apoio tem-se concretizado sobretudo através de atividades que visam:

  • A formação e integração religiosas dos cristãos africanos nas comunidades locais e diocesanas: Contato com a Igreja local na realização das festas africanas, participação nas atividades paroquiais…
  • A formação cristã e humana das crianças, dos adolescentes, dos jovens e suas famílias pelos cursos de introdução à bíblia realizados no Bairro “6 de Maio”, a criação dum grupo de jovens no Bairro dos Navegantes (Paróquia de Porto Salvo) e outros encontros…
  • O desenvolvimento da fé pelas ações litúrgicas dos sacramentos e outros encontros de oração e formação: retiros, catequese, recoleção, acampamentos…
  • A criação dum coro africano para as celebrações litúrgicas.
  • A promoção de encontros culturais.

Hoje a capelania dos africanos tem um secretariado composto por cinco membros e quatro comissões: o responsável (capelão), os conselheiros, o secretário e o seu vice, a comissão da liturgia, a comissão das atividades culturais, a comissão das relações com os estudantes, a tesouraria.

Pode destacar-se como atividades concretas e regulares da capelania:

Liturgia dominical no bairro dos Navegadores em Porto Salvo, todos os Domingos às 12 horas. Aos Sábados e Domingos tem havido catequese para crianças, adolescentes e jovens. Há 10 grupos de catequese para batismo, primeira comunhão e crisma.

Liturgia dominical no Bairro 6 de Maio, na Venda Nova, às 10h30. A atividade pastoral no Bairro 6 de Maio é coordenada pelas irmãs Dominicanas tendo como colaboradores os membros da comunidade local, o centro social é o local onde são feitas todas as atividades: eucaristias, reuniões, catequeses e recreação. Há pequenas comunidades cristãs. São grupos compostos por 10 a 15 membros. Reúnem-se em casas. Rezam, partilham a vida, celebram a eucaristia. Participam em vários encontros no Bairro de 6 de Maio. Também é nesta comunidade que temos realizado os cursos bíblicos.

Na Igreja do Campo Grande, uma vez por mês aos terceiros Domingos. O Campo Grande tem sido o lugar de encontro dos africanos residentes em Lisboa. Aos Domingos, nós encontramo-nos ao longo do ano para celebrar uma vez por mês a eucaristia. Tendo a grande dispersão dos africanos, o telemóvel tem sido o meio de contato para a realização destas celebrações. A própria distribuição dos cânticos por país da comunidade empenhou mais os participantes. Celebramos também na Igreja do Campo Grande o Natal e a Páscoa dos africanos.

Casal da Mira, todos os Sábados às 17h e aos Domingos às 09h30. Depois de um diálogo com o pároco de Casal de Cambra a que pertence a comunidade de Casal da Mira, a capelania assumiu as celebrações nesta comunidade composta de mais da metade pelos imigrantes africanos. As missas dos Sábados têm sido dedicadas para as crianças da Catequese e foi para a capelania um desafio para a integração das crianças na liturgia.

 

Celebrações

Ao longo do ano a capelania tem tido as celebrações a que chamamos circunstanciais, que foram:

Festa de Nossa Senhora da Paz no Bairro dos Navegantes no primeiro Domingo de Outubro. Esta festa que reuniu muita gente, sobretudo cabo-verdiana espalhada pelos diversos bairros de Lisboa, tem sido uma oportunidade para a capelania transmitir a este povo uma mensagem evangélica.

A festa de Santa Catarina em Outurela. Esta festa reuniu muitos imigrantes cabo-verdianos. Terminada a eucaristia fez-se em geral uma procissão com a imagem de Santa Catarina através das principais ruas de Outurela.

A festa de Natal dos africanos na Igreja de Campo Grande, os africanos, vindos de diferentes partes de Lisboa, celebram o Natal africano com Missa e almoço partilhado.

Colaboração com CEPAC: A capelania, juntamente com a direção desta instituição proporciona encontros com os seus utentes.

A Festa de Santo Amaro na Igreja do Campo Grande: Festa promovida pelos jovens estudantes de Tarrafal (Cabo-Verde).

A Festa de S. Salvador em Apelação: Festa promovida pela comunidade africana de Apelação.

A Festa de Dom Sittimio: Em homenagem ao primeiro bispo da Guiné-Bissau foi promovida pela comunidade guineense em Lisboa.

A Festa Crioula na Buraca ou festa dos povos, organizada pela comunidade de Cabo-Verde foi aberta também a outras comunidades.

A Peregrinação Africana em Fátima nos primeiros Sábados de Agosto.

texto pelo padre Dex-Steve Goyeko; fotos Luís de Oliveira, Santuário de Fátima