O cardeal Luis Antonio Tagle, presidente da confederação internacional da Cáritas, disse que a questão dos jovens migrantes está no centro do Sínodo dos Bispos, que decorre no Vaticano, desafiando a Igreja a encontrar novas soluções.

“Quando passamos a contar com jovens que estão em fuga, que são vulneráveis porque são obrigados a forçar, há toda uma nova área de pastoral. Difícil, mas que irá renovar a pastoral juvenil em muitas partes do mundo”, referiu à Agência ECCLESIA o arcebispo de Manila, nas Filipinas.

À entrada da última semana de trabalhos da assembleia sinodal, o responsável sustenta que a atenção à realidade migratória tem sido “uma das bênçãos deste Sínodo”.

“Os bispos e, especialmente, os jovens de países onde há muitas migrações forçadas, dizem que as pessoas não querem deixar as suas casas, mas são obrigados devido à pobreza, falta de emprego, guerras, ódios. Isto tornou-se uma característica permanente na vida destes jovens”, precisou.

O presidente da Caritas Internationalis fala num “desafio” para a Igreja Católica, em particular na sua relação com os jovens, e para a sociedade, afetada por uma “atmosfera de separação, divisão, de incutir medo no outro”.

Agência Ecclesia – mais informação aqui.