O Papa assinalou hoje o 104.º Dia Mundial do Migrante e Refugiado numa Missa com milhares de participantes de 49 países, na Basílica de São Pedro, convidando a superar os “medos” e “ir ao encontro do outro”.

“Ter dúvidas e receios não é um pecado. O pecado é deixar que estes medos determinem as nossas respostas, condicionem as nossas escolhas, comprometam o respeito e a generosidade, alimentem o ódio e a recusa. O pecado é renunciar ao encontro com o outro, com o diferente, com o próximo, que de facto é uma ocasião privilegiada de encontro com o Senhor”, sustentou, na homilia da Eucaristia.

O pontífice começou por recordar que quis convidar os migrantes, os refugiados e os requerentes de asilo para esta celebração, que deu um colorido especial ao Vaticano, com bandeiras de dezenas de nações.

“Alguns de vós chegaram há pouco a Itália, outros são residentes desde há muitos anos e aqui trabalham, e ainda outros constituem as assim chamadas ‘segundas gerações’”, realçou.

Entre os participantes, de vários ritos, havia indianos, ucranianos, cabo-verdianos, filipinos, sírios, congoleses, mexicanos e brasileiros; a celebração foi animada pelo coral ‘Hope’ de Turim, que nesta ocasião integrou vários migrantes, informa o portal do Vaticano.

Francisco citou a mensagem que escreveu para esta data, sublinhando que “cada forasteiro” que bate à porta deve ser “ocasião de encontro com Jesus Cristo”.

“E, para o forasteiro, o refugiado, o deslocado e o requerente de asilo, cada porta da nova terra é também uma ocasião de encontro com Jesus”, acrescentou.

A intervenção recordou a obrigação de conhecer e respeitar “as leis, a cultura e as tradições dos países” em que os migrantes são acolhidos.

“ Para as comunidades locais, acolher, conhecer e reconhecer significa abrir-se à riqueza da diversidade sem preconceitos, compreender as potencialidades e as esperanças dos recém-chegados, bem como a sua vulnerabilidade e os seus temores” disse ainda.

Agência Ecclesia – ler artigo completo aqui.